Município na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã tem boas e grandes oportunidades estratégicas, podendo passar de uma região de fronteira comercial a um hub internacional de negócios. Estão em andamento os processos necessários para a implantação do Porto Seco e o município já conta com o Parque Tecnológico Internacional. Para o economista e doutor em Desenvolvimento, Jaime Verruck, as estruturas contribuem para novas perspectivas.
“Ponta Porã já é uma economia de fronteira. Agora é possível pensar em tornar o ambiente uma plataforma organizada de produção, inovação e comércio exterior”, diz Verruck, que atualmente é candidato a deputado federal pelo Republicanos — a candidatura foi confirmada em convenção no dia 1º de agosto.
Como frentes de oportunidades, é possível destacar a integração do Porto Seco, aeroporto, rodovias e corredores ao Paraguai; apoio ao comércio exterior, despacho aduaneiro, seguros, câmbio e tecnologia logística; uso do Parque Tecnológico para aproximar o agro, universidades e empresas dos dois países, além de qualificar o comércio e o turismo de compras com experiência urbana e segurança.
Panorama — Ponta Porã tem a 4ª maior economia de Mato Grosso do Sul (PIB municipal de R$ 6,07 bilhões/2023) e 2ª produção agrícola do estado (R$ 2,05 bilhões/2024), liderada por soja e milho. As informações são do IBGE e da Produção Agrícola Municipal (PAM).
Além de ser considerado uma potência agrícola, o município tem comércio e serviços fortes, que somam 58,2% dos empregos, refletindo o fluxo cotidiano entre os dois países.
Outro ativo que define o município e o coloca em destaque quanto às oportunidades é a infraestrutura em formação: Porto Seco, aeroporto, Parque Tecnológico Internacional e rotas ao Paraguai ampliam a capacidade logística e a internacionalização.