O fim da primeira concessão ferroviária do Brasil, nesta terça-feira (30), e a decisão do Governo Federal de relicitar a Malha Oeste abre a possibilidade para que a ferrovia volte ao centro das discussões. Para Mato Grosso do Sul, a retomada pode representar o fortalecimento da competitividade do estado e de maneira estratégica a consolidação como um dos principais corredores de exportação do país.
A previsão é de investimentos da ordem de R$29 bilhões. “Para Mato Grosso do Sul, essa discussão vai muito além da recuperação de trilhos. Trata-se de uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade do estado e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, diz o economista e ex-secretário de Desenvolvimento do Estado, Jaime Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Ele lembra que a nova concessão prevê cerca de 1.625 km de ferrovia entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além da possibilidade futura de recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã. Também estão previstos aporte federal de R$3,6 bilhões para recuperação dos trechos mais degradados.
“Esse movimento dialoga diretamente com a transformação econômica vivida por Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, o estado se tornou um dos maiores polos brasileiros de produção de celulose, ampliou significativamente sua capacidade de processamento de proteínas animais, consolidou sua liderança no agronegócio e avança em novos segmentos da bioeconomia e da transição energética. Toda essa produção exige uma logística mais eficiente, competitiva e sustentável”, pontua Verruck.